Sicon - Sindicato dos Condomínios Prediais do Litoral Paulista. É o representante legal e legítimo dos condomínios de Santos, São Vicente, Cubatão, Guarujá, Bertioga, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, São Sebastião, Ilha Bela, Caraguatatuba e Ubatuba.
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23/03/2009

Poucos condomínios santistas aproveitam a água da chuva

Desde 2007, existem regras no Brasil para a utilização desses recursos naturais

Pelo menos no que diz respeito à economia gerada com o aproveitamento da água pluvial, Santos ainda não tem muito a comemorar no Dia Internacional da Água. É que, segundo especialistas, ainda são poucos os condomínios da Cidade que criaram o sistema de captação desse recurso. Desde 2007, o Brasil tem um conjunto de regras sobre como construir e instalar sistemas de captação de água de chuva para fins não potáveis, por meio da norma 15.527, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

No entanto, isso não foi suficiente para convencer a maioria dos construtores. A água de chuva mesmo não servindo para o consumo humano precisa ser tratada. Ela é indicada para lavagem de veículos, descargas em sanitários, irrigação de gramados, limpeza de calçadas, ruas, pátios e usos industriais.

O problema é que não há consenso sobre a viabilidade econômica da ferramenta. Enquanto uns consideram "o custo irrisório" para a instalação do sistema, como é o caso do construtor e presidente da Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada Santista (Assecob), Renato Monteiro, outros ainda creditam aos investimentos necessários a falta de interesse dos construtores.

O arquiteto e diretor adjunto do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon/SP - regional Santos), Carlos Passos, acredita que esse seja um dos motivos para que poucos empreendimentos imobiliários tenham aderido a ideia.

"O sistema para coletar essa água e tratar é um pouco caro, porque tem que ser totalmente independente do restante". Ou seja, o edifício terá de ter tubulações e caixas distintas. A utilização dessa água também depende de rede exclusiva. "Com tudo isso, o custo/benefício na maior parte dos empreendimentos não tem valido a pena".

BOA VONTADE
Bem diferente de Passos, o presidente da Assecob considera os custos da construção e manutenção dessa rede irrelevantes. Tanto que no empreendimento que está construindo na Rua Minas Gerais, optou pelo sistema. "A água da chuva será utilizada para a lavagem de áreas comuns e no jardim". Para o futuro, Monteiro já faz planos. Em seu próximo empreendimento imobiliário pretende utilizar a água de chuva nos sanitários. "É uma questão de boa vontade e isso é um diferencial até para o fator venda. O que faz ter a visão moderna é o próprio mercado".
   
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